domingo, fevereiro 26, 2017

Sobre sonhar e alcançar objetivos.

No sonho e planejamento da nossa viagem de bicicleta até Ushuaia, Marlize convidou um casal de ciclistas viajantes para ficar aqui em casal. Foi assim que conhecemos Luid e Stefane do canal Turismo Pé-de-chinelo.
Recentemente eles chegaram ao objetivo: Buenos Aires.
Com eles, ao perceber o quanto eles alegres e dispostos, comecei a refletir o quanto eu era ranzinza, por vezes mal humorado e reclamāo. Começou a nascer ali um Jeferson que refletia sobre seu próprio temperamento.
Com aquele amado casal, fortaleceu em nós um desejo de buscar a nossa vida alternativa. Era possível.
Logo, eu e Marlize sairemos rumo ao extremo sul do mundo para alcançar um objetivo de sermos melhor um pra o outro e voltar a acreditar no ser humano. É o nosso sonho. Pelo menos quero voltar a acreditar em mim.
Convido você a assistir o clip que Luid e Stefane fizemos ao concluir o primeiro objetivo deles.

https://youtu.be/zaYpnh41aVI

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Sobre viajar pro Fim do Mundo e depois o Chile.

Falta bem pouco para partirmos. Vamos pegar a estrada, deixar tudo e seguir rumo à vida nova. A cada móvel vendido e peça negociada, o dia fica mais próximo.
Na verdade a viagem já começou. A nossa vida já começou a mudar. Vivemos do mínimo, experimentamos com intensidade o estar junto um do outro.
Diante disso preciso confessar, não é o destino o meu foco. É, sim, o meio da viagem, o caminho, o estilo de vida, é mudar de vida.
Quero reconquistar o prazer de viver. Quero voltar a ser mais sensível, me emociar mais. Gastar menos, aproveitar o momento. Quero voltar a chorar com um cartão de Natal, com uma música, a história de um livro, talvez um filme.
Para alguns, a viagem vai durar um ano, mas pra nós vai ser a vida toda.

www.facebook.com.br/aventuradecasal

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Fecha-se mais um ciclo.

Queridos amigos da imprensa e ouvintes. Fechou-se mais um ciclo da minha vida. Como já perceberam, não faço mais parte da equipe da Rádio Educativa Joinville Cultural. Foi, como dizem, a pedido meu. Ainda me lembro claramente quando o Marco Aurélio Braga me ligou, em 2012, perguntando se eu poderia trabalhar como redator de rádio da campanha para prefeito. Depois do trabalho suado, muito trabalho, a vitória veio. Passei a integrei a equipe da Secom, com responsabilidade de tocar o jornalismo da rádio. Em 2015, Marcão me convidou pra assumir a gerência da emissora.
Minha formação foi voltada pra isso. Foi trabalhoso, sofrido, mas gratificante. Aprendi errando e com ajuda de muita gente. Tive uma equipe que deu o sangue. Eu dizia por aí que ele davam 150%. Obrigado Ruy Ferrari, Paulo Marttini de Moraes, Jota, Naiara Larsen, Tusi Joinville, Macgrey Kneipel, Gelson, Marcelo Rizzatti, Karine Pereira, Bruna Luiza e Rafael Fausto. Confesso que as vezes deu vontade de sair correndo e nunca mais aparecer. E a gestão pública é assim mesmo, somos expert em resolver problemas sem que haja nenhum desvio de conduta. Obrigado a todos os parceiros da rádio que aceitaram o convite para produção de conteúdo. Digo, sem medo de errar, que nenhuma rádio de Joinville produzia tanto conteúdo ao vivo, inédito, diário e de qualidade como fizemos na Rádio Joinville Cultural. Fiz currículo.
Ainda preciso agradecer a confiança do Rodrigo Coelho, Dolores Carolina Tomaselli, Guilherme Gassenferth (ganhei um amigo.. esse confiou muito em mim), Evandro Censi, Marcos De Oliveira Vieira, Paulo Junior e toda equipe de gestores e funcionários da extinta Fundação Cultural Joinville. (Meu Deus, vou esquecer o nome de alguém.)
Ainda na Secom, agradeço a parceira da Adriana Freitas, Rodrigo Schwarz e todos os gestores e funcionários. E agradecer ainda ao prefeito Udo Döhler, que talvez nem lembre de mim (hehehe), mas também acreditou no meu trabalho.
(Isso aqui tá parecendo discurso de formatura).
Aos ouvintes, fica aqui meus mais sinceros agradecimentos por me acompanharem e fazerem todo meu trabalho valer a pena.
E sou eternamente grato por ter uma companheira como a Marlize Carpes! Meu Deus, como ela foi paciente e guerreira! Sempre entendeu quando eu precisava trabalhar horas e horas, dia após dia, as vezes de domingo a domingo. Amo-te sempre.
Enfim, eu precisava agradecer por tudo que passei nestes quatro anos. Sofri crises e superei, mas acredito que essa foi a hora de virar o guidão da bike e trilhar novos caminhos.

Agora, bato o barro das botas e levo o aprendizado que nada pode apagar. Rumo ao novo mundo!

segunda-feira, outubro 17, 2016

Talvez prefira a dúvida

Essa jornada é pra mim senão um labirinto. Só consigo enxergar a curta distância, mas tenho desejo de alcançar o final, mesmo sem saber a direção.
Eu quero a dúvida no lugar da certeza. Prefiro dúvida à dívida. Em ambas sempre encontrarei alguém disposto a criticar minhas decisões.
Mas na dúvida, não sei... A dúvida seria o contrário da verdade estabelecida. Talvez isso já bastaria. Mas talvez...

sábado, outubro 15, 2016

Por enquanto, é isso!

"Esse Jeferson é um homem ousado."

"O Jeferson se dedica ao trabalho. Eu não tenho esta mesma doação. Admiro por isso."

"O que ele quer da vida? Já tem um bom emprego, um bom cargo, um bom salário."

"Pra que se divertir? A vida requer compromisso. Tem que trabalhar. Não precisa de diversão."

"Ah, eu admiro muito o que vocês fazem. Eu não faria isso, não. Mas gosto de ver as fotos."

"Olha, meu filho. A mãe apoia você em tudo. Posso dar a opinião da mãe, mas a decisão é sua."

"Meu amor, vou para onde você for. Estamos juntos sempre."

Eu só consigo ser aquilo que eu fiz de mim. Sou minhas experiências. Sou parte do meu querer ser. Não sou exemplo, nem inspiração, pois posso me contradizer. Aliás, me contradigo sem notar e as vezes por querer. Sou uma estrada sinuosa, ora bem pavimentada, ora irregular, ora sem enxergar onde eu estou. Por enquanto, é isso!

segunda-feira, agosto 22, 2016

Exemplo e escuridão

Se fosse pra ser esclarecedor seria crônica, não poesia.
O poema confunde, transtorna,  enublesse.
Também agrada, abraça, aclaresse.
Minha prosa é palavra não dita, é poesia.

Poema é contradição.
A alegria está no texto,
Não na face, na rugas, na expressão.
O não-poeta feliz se mostra triste na escrita.

É contradição.
A doçura de Vinícius é canalhisse ao lê-lo
Quem tem Clarice como exemplo da vida, transtorna em sua biografia.

A crônica pede exemplo, a poesia escuridão.

quarta-feira, agosto 17, 2016

Estômago de repórter

Eu não tinha pavor de ver a violência humana que leva a morte. Se fosse ao vivo, de cara no cenário de morte, não me afetava.
- Ossos do ofício - dizia a mim mesmo.

Mas se fosse pra ver uma foto, um vídeo, um áudio do acontecido dantesco
já me revirava o estômago. Os registros invadiriam meu sonho, meu silêncio e sugaria a minha paz.
A morte pra mim deveria ser ao vivo, nada de arquivo histórico.
Seria eu um repórter psicopata de mim mesmo?

segunda-feira, agosto 15, 2016

Não sou exemplo

Não quero que me sigam nem que me tomem como exemplo. Tenho razões para ser assim. Acredito em mudanças por determinações conscientes e inconscientes.
Gosto de tratar bem as pessoas, mas gosto mais de ficar longe delas. Por isso renuncio o silêncio da cidade pelo barulho do mato. Gosto ainda mais de deixar o mato como está, por isso não me sigam. Só busquem ser pessoas melhores.

sábado, agosto 13, 2016

Choro e circunstância

Se eu morrer longe da minha cama quente não lamente por mim. Nada de ter pena ou desprezo, morri onde queria estar para morrer.
Não lamente se eu morrer na montanha, na estrada, na neve, no mar. Morri onde queria morrer. Talvez eu parta muito repentinamente que nem dê tempo de me despedir, mas vivi momentos plenos, com felicidade plena.
Lamento, sim, se eu morrer na ganância do pseudo trabalho diário ou tentando descansar dentre poucas horas de folga ou ainda de taqui cardia do nervosismo da minha incompreensão humana. Se eu morrer assim pode chorar e ter pena, pois morri longe dos meus sonhos.
Se eu morrer vivendo sonhos somente diga: ele morreu feliz.

Caetano Neto

segunda-feira, agosto 08, 2016

Minha escolha

Eu não ligo pra sua indignação sobre minha jornada. Ter uma vida simples, mínima, é difícil de aceitar.
Já me acostumei com não-aceitações.
As pessoas não aceitavam o meu modelo de carro, nem da ausência de ar condicionado.
Pessoas não aceitavam termos construído uma casa com um quarto somente.
Também se indignavam por eu acordar tão cedo.
Pessoas não aceitavam eu não ter filho.
Uns se indignavam por comprarmos filmes.
Outros por subirmos montanha, por gostarmos do frio.
Por isso, eu não ligo da sua indignação sobre minha jornada. Eu te ouço, mas não me importo.
Eu não espero que aceites minha escolha. Tenho quase certeza que eu não entenderia a minha se eu tivesse a sua vida.

quarta-feira, agosto 03, 2016

Bela coisa linda

Todo dia é dia de se declarar. Pois, pra mim, a vida pode ser uma homenagem constante ao seu amor, uma gratidão pelo seu cuidado comigo. 
São milhares de dias olhando você me olhar e tirar meu fôlego e rubrar meu rosto e procurar outras palavras que digam mais que 'eu te amo'.
Posso até tentar ensinar receita do cultivo do amor e da paixão, mas os ingredientes necessitam de autenticidade.
Mesmo antes de levantar da cama vale um beijo no cabelo. Vale ainda um toque leve nos seus pés descobertos. Uma demonstração de amor pode ser um olhar nos seus olhos enquanto você fala seja o que for.
É um correr na sua frente para servir-te um copo d'água e quem sabe ainda ouvir o silêncio só pra estar junto e ver que a vida pode ser simples.

quinta-feira, julho 21, 2016

Roubo da boa alma

Edgar Allan Poe tinha sugado parte da minha energia. Na minha consciência inocente, imagino que algo seria tirado de mim ao ler seus contos. Mas o impacto foi o sofrimento que ficou. Parte de uma bondade em mim foi roubada. Não consegui, naquele curto prazo, recuperá-la.
Tinha o dono do gato preto invadido minha boa alma?

segunda-feira, maio 02, 2016

Nem esmola, nem taça de cristal

Minha esposa, Marlize Carpes, de vez em quando me diz que se impressiona o quanto eu me dedico ao trabalho. De um período pra cá, trabalho com o que amo.
Nem sempre foi assim, claro. Mesmo trabalhando desde muito cedo, 14 anos, ainda sim minha família sempre precisou de ajuda para se manter. Tal ajuda não nos transformou em "aproveitadores", "vagabundos"...

Já tive ticket do lei, material escolar de graça, bolsa de estudos pra terminar Ensino Médio e concluir minhas duas faculdades. Tenho familiares que têm salário família e outros benefícios parecidos com Bolsa Família.

Orientados pela minha mãe, sempre fomos educados a luta pela vida, trabalhar com honestidade. Presenciei ela, mesmo doente, a sair pro trabalho. Portanto, minha referência sempre foi tocar a vida honestamente.
Ter usado de todos os benefícios nunca me tornou um "vagabundo", relaxado, preguiçoso. Claro que existem pessoas que usam o Bolsa Família e recostam o corpo num canto. Mas tem muitos que ganham e também correm atrás da máquina.
Aos que criticam qualquer dessas "bolsas", gostariam que sofressem 50% da necessidade que muitos vivem pra ver se aguentariam o tranco.
Aos que nunca precisaram trabalhar antes da faculdade, sugiro rever comentários e contrabalancear sofrimentos.
Extremismos levam à morte. Morte de vida, de caráter, de consciência.

terça-feira, abril 26, 2016

Céu de sede

Peguei um copo de água pra ceder.
O céu saliva minha sede estrelar.
Na boca, o copo sediar
Sem cessão da saudade saliver.


quinta-feira, abril 14, 2016

O querer e o poder

Curiosa esta divisão da vida entre prazer e obrigação. Pra mim fica até engraçada depois da segunda lata de cerveja numa roda de conversa.
O que mais gosto é estar e ficar em casa, mas tenho que sair todo dia pra trabalhar. Transar pela manhã é muito bom, mas como fica o horário para sair pro trabalho?!

- Vamos tomar uma taça de vinho no almoço?
- Não posso, tenho que voltar a trabalhar.

Mas o que seria de uma emoção se outra oposta não existisse? Como saberíamos que a alegria é boa se não experimentássemos a tristeza?

Preciso encerrar este texto agora. Sou obrigado voltar ao trabalho.

sexta-feira, abril 08, 2016

Matei a prosa

De repente a sua vida fica tão maluca que você exclue a sua própria mãe do seu Facebook.
Você resolve de fato reclassificar os seus valores.
As prioridades se mudam pra lista de supérfluos.
Descobre ainda que onde iria uma vírgula acaba se tornando um ponto final.
De repente você resolve não seguir o protocolo familiar e aquele churrasco de sábado a noite sempre foi uma tortura em vez de prazer.
Desiste ainda de tentar ser entendido. A discordância entre pensamentos e ações serão eternas.
Aprendi a dizer que o "não" nem sempre é preciso ser dito com palavras. O silêncio e a ausência podem responder a tudo.
E constata ainda que este texto é uma contradição só.

sexta-feira, agosto 28, 2015

Crônica emocionada

“Mas que coisa mais clichê e cafona este meu texto”, pensei eu quanto terminei de escrevê-lo.


Hoje me emocionei, como ser humano  e na subdivisão da minha vida. Fiquei emocionado como jornalista. Não cheguei a chorar. A emoção foi com suspiros, com expressão facial de  algo que deu certo depois de muito sacrifício.


A origem dessa emoção foi a crônica de  Leo Saballa no jornal Notícias do Dia, edição do dia 28 de agosto de 2015.  Foi ao contar a história dele próprio como repórter diante de uma investigação sobre a morte de um jovem negro na Joinville dos anos 80. Com a pressão e repercussão que o bom jornalismo faz, os suspeitos foram presos e condenados.


Ao final da leitura me lembrei do principal motivo que me fez e faz querer ser jornalista. A morte de Tim Lopes. Curioso, né?! Um repórter morre por causa do trabalho que realiza e eu ainda quero ser como um dele?


Mas ao ler a crônica de Saballa, lembrei do jornalismo que quero. O jornalismo que promove a justiça, a cidadania, que noticia o negativo para que não torne acontecê-lo, que traz a toma os bons exemplos para que sejam multiplicados.

É em casos com o de Tim Lopes e de Leo Saballa que sinto a legislação se tornar a prática diária por um lugar melhor.

quinta-feira, abril 16, 2015

E a voz do rádio no Dia Mundial da Voz...

O toque apurado, porém sensível, da mão de minha mãe no início da manhã vinha acompanhado da voz de um antigo aparelho de rádio, possivelmente confeccionado antes do início da produção dos modelos valvulados. Era o momento de levantar da cama e iniciar um dia cheio de atividades para uma criança de apenas cinco anos de idade. A voz agradável e animada do locutor convidava a ter um dia disposto. “Não perca a condução, já são seis horas e cinco minutos.” A música de trilha anunciava os nascimentos do dia em Joinville: “Quando eu era criança mamãe dizia: bilu, bilu, bilu, bilu teteia...”.

Mais divertido ainda era ouvir o locutor cantar, de forma improvisada, o nome dos bairros e localidades da região: “Araquari, Itinga I, Itinga II...”. Foi assim que aprendi a amar e ouvir rádio. A insatisfação de acordar cedo e de saber que iria ficar longe de meus pais, especialmente de minha mãe, por ter que ir à creche, era esquecida quando a voz do radialista ecoava das pequenas caixas do receptor radiofônico. Eu fui levado a me apaixonar por um dos maiores meio de comunicação de massa do século 20. (Trecho da introdução da monografia no curso de Jornalismo em 2011.)

Hoje é o Dia Mundial da Voz! O rádio vive da voz e de quem a ouve!

Minha homenagem a quem cuida da voz e quem a tem como instrumentos de trabalho.

quarta-feira, novembro 19, 2014

Intimidade


Durante um tempo de conversa:

- Se tem algo que me dá nojo é cabelo no sabonete. E a ti?
- O que?
- Cabelo no sabonete!
- Não!
- Não? Por quê?
- Moro sozinho.

segunda-feira, novembro 17, 2014

Na cama


Com os pés destampados, resiste.
Ainda que o frio deixe teus pelos em riste
Parte da tua alma permanece quente.
É que um pouco de gelo quereis, insiste.